quarta-feira, 6 de julho de 2011

OPINIÃO ECONÔMICA 06/07/2011


OPINIÃO ECONÔMICA

O DESENVOLVIMENTO BATE À NOSSA PORTA

Investimentos representativos em infra-estrutura, logística, plantas industriais e extração de gás natural, abrem novas perspectivas de desenvolvimento sócio-econômico sustentável em nossa região. A duplicação da BR-262, a Hidrovia no lago da Represa de Furnas, a possível instalação da nova unidade industrial da Caterpillar em Divinópolis e a descoberta de gás natural no sub-solo da região, dão uma nova dimensão ao inadiável processo de crescimento econômico regional e abre novas oportunidades de negócios, até então inimagináveis para os municípios do Alto São Francisco, entre os quais, Dores do Indaiá.

O ambiente é plenamente favorável para que possamos estabelecer ações, programas e projetos, que redundem em resultados efetivos no que diz respeito a fomentar a atividade produtiva no nosso município e, consequentemente, promover significativos avanços para o nosso povo, sejam eles econômicos, sociais e culturais.

O momento é histórico, singular, inédito. Os Governos Federal e Estadual finalmente voltaram os olhos para a nossa região, historicamente abandonada e castigada pela estagnação econômica. Enquanto o Brasil emergia como uma das maiores potências do planeta, e Minas Gerais surgia como ícone absoluto dessa pujança econômica nacional, a nossa região se manteve a margem desse processo desenvolvimentista. Apesar da nossa localização geográfica privilegiada e estratégica, próximo e de fácil acesso aos grandes centros consumidores e fornecedores do País, a região do Alto São Francisco ainda não tinha sido contemplada com investimentos significativos, compatíveis com sua riqueza e importância.

Dado esse novo contexto regional, onde as perspectivas de desenvolvimento são reais e palpáveis, cabe ao povo dorense decidir qual é o futuro que nós queremos para a nossa cidade. Queremos embarcar nessa “nova onda” de crescimento econômico ou queremos continuar focados em rastejantes e grotescos objetivos eleitoreiros?? Sim, porque na verdade os nossos “grandes projetos” nada mais são que projetos puramente eleitorais. Planejamento e agimos pensando apenas nas próximas eleições. Infelizmente essa é a nua e crua realidade sobre Dores do Indaiá.

É chegado o momento de deixar as questões políticas de lado, e nos concentrar nos objetivos econômicos. Dores do Indaiá é hoje uma cidade economicamente decadente e precisamos com urgência retomar o crescimento de nossa economia. Não tenho nada pessoal contra os que militam na política local atualmente. Muito pelo contrário, eu os respeito como homens, trabalhadores e chefes de família. São cidadãos que tem sim seus valores e virtudes. Mas por outro lado, com toda sinceridade, não vejo nenhum deles com capacidade e/ou visão para alavancar a necessária retomada desenvolvimentista, ou mesmo para ser o agente transformador que vai promover profundas mudanças no município, tão almejadas pelo povo dorense.

Creio que diante desse momento histórico que a nossa região está passando, com inúmeras oportunidades e possibilidades surgindo no horizonte, será necessário lideranças diferenciadas, com visão sistêmica, culturalmente preparadas, com inteligência acima da média e profissionalmente qualificados. Essa chance poderá ser única, e com certeza os municípios vizinhos já estão se mobilizando para pegar uma fatia do “bolo desenvolvimentista”. Nós dorenses não podemos, mais uma vez, perder o “bonde da história”.

Julio Cesar de Oliveira Marques

Economista / Empresário

terça-feira, 24 de maio de 2011

OPINIÃO ECONOMICA 24 DE MAIO 2011


OPINIÃO ECONÔMICA

Um Exemplo de Empreendedorismo que Devemos Seguir

As realizações empresariais norte-americanas devem muito a uma cultura que sempre valorizou a livre iniciativa, o espírito empreendedor e a inovação. É uma cultura que estimula os pioneiros e os independentes, fornece apoio aos jovens, acolhe os recém-chegados e é extremamente receptiva à energia, ao trabalho árduo e ao talento. A história dos EUA é incomparável no estímulo ao desenvolvimento de uma cultura empresarial que valoriza a dinâmica e a competência, e as corporações bem sucedidas são exaltadas e recompensadas como símbolos de uma nação de empreendedores.

O espírito e o vigor empresarial, assim como a iniciativa privada, são amplamente difundidos, sendo estas, a raiz da prosperidade americana e a esteira onde repousa o sucesso de seus negócios. Nenhum outro país do mundo financia um número tão grande de jovens empresários, que são os mais criativos. Nos EUA, os mercados de capitais financiam o futuro, não o passado – o novo, não o velho. Este é um país empreendedor, gerador de empregos e riqueza com mais eficiência do que qualquer outra nação na face da terra. Na teologia econômica dos americanos, o empresário brilhante é exaltado e arriscar é mais valorizado do que se manter seguro.

O Brasil também é uma nação de empreendedores, com enorme e promissor potencial para as ações empresariais. No entanto, temos que perguntar que país é este, onde o elemento mais dinâmico e importante da economia (o empresário capitalista, disposto a investir e a correr riscos) ainda paga juros de agiota e assume o ônus de uma escandalosa tributação direta. Ademais, a lei, sobretudo a trabalhista, é preconceituosa contra o empresário, desestimulando novos investimentos e contratações.

Fechando o foco para nossa região e município, sempre acreditei na força empreendedora do nosso povo e estou cada vez mais convicto que somente a produção, os negócios e o espírito empresarial serão capazes de promover o desenvolvimento econômico sustentável em nossa região e município. Temos que ampliar os espaços para as atividades empresariais, criar um ambiente favorável a implantação de novos negócios e estimular a formação de uma cultura empreendedora entre nossos jovens. Afinal, só a força do trabalho privado poderá redundar numa economia mais pujante, inovadora e dinâmica em Dores do Indaiá, gerando mais postos de trabalho e renda para a população.

Ao mesmo tempo, devemos deixar os pessimistas e as “cassandras do apocalipse” falando sozinhos. Devemos ser otimistas sim, pois, se com otimismo nada melhora, com pessimismo tudo piora. Ademais, Dores do Indaiá não precisa de pessimismo, e muito menos dos pessimistas. Olhos voltados para frente, com muita determinação, perseverança e vontade de trabalhar, porque o futuro não é amanhã. É agora!!

Julio César de Oliveira Marques

Economista / Empresário

quarta-feira, 20 de abril de 2011

OPINIÃO ECONOMICA 25 ABRIL 2011


OPINIÃO ECONÔMICA

No decorrer dos últimos anos podemos perceber que as questões referentes ao crescimento econômico foram abandonadas em Dores do Indaiá. Projetos, programas e ações para estimular a atividade produtiva e fomentar a economia local foram abandonados ou sequer foram implementados. A falta de visão, de idéias e de iniciativa é a tônica de um governo incapaz de alavancar e/ou promover profundas transformações e avanços significativos, sejam eles econômicos, sociais e culturais.

O grande projeto daqueles que governam Dores do Indaiá atualmente é ”ganhar eleições”, deixando de lado questões fundamentais e prioritárias no que se refere a gestão de um município de pequeno porte, com uma economia pouco dinâmica, onde o setor público deveria ser um agente fundamental para promover crescimento econômico e, consequentemente, bem estar social. Os critérios políticos se sobrepõe aos critérios técnicos, debater sobre economia é perda de tempo, pois não representa retorno eleitoral. A inércia, ou mesmo a falta de capacidade desse governo, tem afetado profundamente a economia local, e transformado Dores do Indaiá em cidade economicamente periférica, até mesmo a nível micro-regional.

Diante das inúmeras mazelas sociais e do visível arrefecimento da atividade econômica local, estamos todos atônitos com os últimos acontecimentos envolvendo desvio de recursos, propinas e outras falcatruas, algumas das quais já devidamente comprovadas por investigações da Polícia Federal. Fatos estes que repercutiram nos veículos de comunicação de todo País, expondo nossa cidade de forma negativa no cenário nacional.

Isso tudo que vem acontecendo é o resultado, a “coroação” de um modelo nefasto e vicioso de “política comercial/negocial” que se estabeleceu em Dores do Indaiá nos últimos tempos. Nosso cenário político/administrativo foi “invadido” por pessoas limitadas e completamente despreparadas para a gestão da coisa pública. Pessoas apenas com interesses eleitoreiros em próximas eleições.

Não existe sequer um debate sobre a profunda crise econômica que Dores do Indaiá passa atualmente. A impressão que fica é que nossas lideranças e autoridades não tem conhecimento deste fato, o que torna ainda mais explícito a incapacidade daqueles que direcionam os rumos da cidade. Estamos sem um norte, somos um barco a deriva, sem leme, sem comando, sem direção. A falta de visão é explícita e chocante. A incapacidade de imaginação e criatividade é berrante. As mentes são completamente fechadas, limitadas e obscuras. Falta inteligência, falta massa crítica.

Nossa juventude não tem espaço para desenvolver suas potencialidades, vocações e competências, dado que esse mesmo espaço é ocupado por pessoas ultrapassadas, sem nenhum senso progressista e visão desenvolvimentista. Por outro lado, as grandes inteligências e cabeças-pensantes da cidade, que muito poderiam ajudar a reverter esse quadro recessivo, são completamente descartadas, deixadas de lado, pois na verdade representam uma ameaça ao ridículo e degradante “projeto” de perpetuação no poder estabelecido por estes que hoje aí estão.

Essa completa decadência econômica, social, cultural e, até mesmo moral, tem afetado profundamente os brios e a auto-estima de todos nós dorenses. Mas não perderemos a esperança, pois acreditamos em nossa capacidade de realização. Vamos unir forças, buscar novas alternativas de desenvolvimento, usando a criatividade, a imaginação, a inovação. Nós iremos sim, sair do “fundo do poço”, e iniciar um novo tempo, um novo “ciclo virtuoso” de desenvolvimento sócio-econômico, sem politicagem nem politiqueiros.

JULIO CESAR MARQUES

Economista/Empresário

terça-feira, 29 de março de 2011

OPINIÃO ECONOMICA 29 MARÇO 2011


OPINIÃO ECONÔMICA

SÓ AS GRANDES MUDANÇAS ME INTERESSAM

Durante quatro anos fui Secretário Municipal da Indústria, Comércio e Desenvolvimento em Dores do Indaiá. Ao lado de uma valorosa equipe de trabalho na Secretaria, implementei diversos projetos que beneficiaram e estimularam a atividade econômica no município. Entre eles: *Instalação de 6 INDÚSTRIAS na cidade (que estão em pleno funcionamento gerando centenas de postos de trabalho ao povo dorense); *Instalação da agência do BANCO DO POVO (instituição de micro-crédito que beneficiou dezenas de pequenos empresários e artesãos); *Criação de uma COOPERATIVA DE TRABALHO no setor de confecções (gerando trabalho e renda para dezenas de costureiras); *Criação do EMPREENDEDORES (comercializava e divulgava os produtos fabricados em Dores do Indaiá nas grandes feiras empresariais e de negócios em BH); *Estruturação da agência do SEBRAE (que estimulou o empreendedorismo e capacitou dezenas de empresários e trabalhadores): *Criação da PATRULHA MECANIZADA (que incentivou a produção agrícola, beneficiando centenas de pequenos produtores rurais, com máquinas e implementos); *Criação de um Escritório de CONSULTORIA (que prestava assessoria e consultoria administrativa / gerencial para os empresários locais); *Criação da LOJA DO ARTESÃO (que comercializava a produção artesanal local); *Criação do projeto ASSOCIATIVISMO RURAL (que estimulou a criação de associações nas comunidades rurais); *Parceria com o MÃOS DE MINAS (que desenvolveu e capacitou a atividade artesanal); *Parceria com o SENAI (que qualificou e capacitou dezenas de trabalhadores); *Criação do MOTO-FEST (que atraia milhares de turistas e internalizava recursos financeiros); *Criação do projeto TURISMO DE EVENTOS (que promoveu o turismo através de um calendário oficial anual de eventos).

Nesse momento de profunda recessão econômica no município, é fundamental que todos esses projetos, inexplicavelmente abandonados, sejam retomados. É de extrema relevância levantar a questão da importância da atividade econômica no processo de desenvolvimento social duradouro e permanente. Sem crescimento econômico não existe bem estar social sustentável no longo prazo. Portanto, a prioridade em Dores do Indaiá é sim o CRESCIMENTO ECONÔMICO.

Temos que implementar programas e ações voltados para a atividade produtiva, estimular a economia local, desenvolver projetos diferenciados e inovadores. Ao lado das novas gerações, das novas idéias, da criatividade, da imaginação e do trabalho árduo, acredito absolutamente que podemos reverter esse cenário econômico recessivo e iniciar um novo ciclo sustentável de expansão econômica.

Chegou a hora de romper com a “ordem estabelecida”, abrir espaço para os jovens talentos, pessoas diferenciadas, visionárias, e assim, promover profundas transformações econômicas, sociais e culturais em Dores do Indaiá. O atual modelo de gestão pública municipal, nefasto, corrompido e vicioso, se esgotou. É necessário estabelecer um novo paradigma, romper com o sistema e iniciar uma “nova era”, abrindo as portas para que a juventude e as novas gerações desenvolvam suas potencialidades e competências.

Renovação?? É pouco pra nós. Não passa de um “clichê” gasto, repetidamente usado pelas “caras novas de idéias velhas”. Queremos sim, algo grandioso, inovador, diferenciado. Ou seja, queremos a “Transformação Absoluta”. Chegou a hora da inovação, da criatividade, da imaginação, da competência. Enfim, chegou o momento da “Revolução”.

JULIO CESAR MARQUES

Economista / Empresário

sexta-feira, 18 de março de 2011

OPINIÃO ECONÔMICA 18/03/2011




OPINIÃO ECONÔMICA

A Questão do Desenvolvimento Econômico em Dores do Indaiá

Durante os últimos anos, Dores do Indaiá abandonou a prática do planejamento de médio e longo prazo e se jogou numa seqüência de políticas de curto prazo, que resultaram numa dinâmica perversa para o nosso processo de desenvolvimento econômico e social. No momento, estamos profundamente preocupados em resgatar o planejamento econômico de longo prazo no município. Uma comunidade que convive com graves problemas de curto prazo em sua economia (retração do PIB real, queda na renda per-capita, expansão da taxa de desemprego e da inadimplência, entre outros), tende a considerar as atividades de planejamento de médio e longo prazo como supérfulas e residuais. No entanto, Dores do Indaiá necessita detectar suas tendências para o futuro e formular as bases de um novo padrão de desenvolvimento.
Neste sentido, é de esperar que, no cerne da condução da política pública municipal, necessária para se estabelecer um novo padrão de desenvolvimento da cidade nos próximos anos, resurja um interesse ampliado pelo tema que diz respeito à “Economia Micro-Regional”. Acredito que o interesse pela questão regional em Dores do Indaiá deva ser mais difundido, no sentido de promover o pleno desenvolvimento sócio-econômico.
Cabe ao Governo Municipal iniciar um processo de planejamento, gerando novas alternativas à atual “ordem vigente”, identificando problemas e fatores estratégicos, e promovendo a integração micro-regional com as cidades vizinhas; para atingir um conjunto de objetivos econômicos sustentáveis e duradouros.
A concentração da atividade econômica em determinadas cidades na nossa região se tornou uma preocupação crescente, dado que revela os diferentes níveis de desenvolvimento econômico entre os municípios. Nossa região é um exemplo de desigualdade, onde as diferenças econômicas e sociais entre as cidades são bem amplas, seja em termos absolutos, seja em termos relativos. Este fenômeno estrutural da concentração do desenvolvimento e da aglomeração das atividades produtivas em alguns poucos municípios, assume papel de grande relevância na compreensão das disparidades econômicas entre as cidades da nossa região.
A realidade é que a distribuição dos benefícios do desenvolvimento econômico entre os diferentes municípios não tem sido eqüitativa, mantendo um significativo distanciamento no nível de desenvolvimento entre as cidades “dominantes” e “periféricas”. Essa evolução desfavorável a inúmeros municípios (entre os quais, a nossa Dores do Indaiá) resultou, atualmente, em um dos grandes desafios para a nossa cidade, tanto do ponto de vista da equidade e justiça social, como das possibilidades de desenvolvimento econômico a longo prazo.
Precisamos com urgência elaborar e implementar uma política econômica municipal, com um “viés” de integração micro-regional. Nossa cidade não pode ficar à margem do desenvolvimento. Não podemos ser excluídos do processo desenvolvimentista, pois a população dorense também almeja avançar, evoluir e crescer economicamente.

Julio César Marques
Economista / Empresário

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

OPINIÃO ECONÔMICA - 15/02/2011

OPINIÃO ECONÔMICA

A Nova Economia de Dores do Indaiá

Dores do Indaiá está em busca de uma nova identidade econômica, que promova o desenvolvimento permanente, contínuo e sustentável no longo prazo. Uma de nossas maiores potencialidades é, sem dúvida alguma, o agronegócio. A infra-estrutura regional (vias de acesso, telecomunicações, energia elétrica, etc) é suficientemente boa para atrair possíveis projetos de investimentos agro-industriais. A mão-de-obra é adaptável e qualificada, dada sua vocação inerente aos negócios neste setor.

Com tantos pré-requisitos favoráveis, porque a atividade econômica em nossa cidade não deslancha? Apesar da localização geográfica privilegiada, perto dos grandes centros fornecedores e consumidores do Brasil, Dores do Indaiá ainda não se deu conta dos novos paradigmas que estão regendo o mundo dos negócios. Falta visão de longo prazo às nossas lideranças políticas, que se habituaram a conviver no Brasil do passado, do curtíssimo prazo, dos resultados imediatistas e objetivos eleitoreiros.

O novo modelo econômico no qual o Brasil está inserido exige de seus participantes uma busca constante de novas oportunidades. E estas apenas são detectadas se estivermos voltados em direção a elas. Hoje, informações do mundo inteiro estão acessíveis instantaneamente. Através da revolução nas telecomunicações e das novas tecnologias de transmissão de dados e imagens, a informação em tempo real se tornou uma realidade.

Um mundo assim, antenado, veloz, dinâmico, ágil, intenso, flexível, e “on-line”, onde as informações se processam numa velocidade espantosa, exige cabeças cada vez mais preparadas, abertas e sintonizadas com as profundas transformações culturais, sociais, econômicas e políticas, atualmente em curso.

É inútil ser saudosista e afirmar que no passado o mundo era melhor. O que passou é uma “página virada” e temos que entender que o mundo que vivemos é esse que está aí, e nada vai mudar o curso da “nova era”. Temos que nos adaptar aos novos tempos e entender o novo mundo em nossa volta.

Vamos unir forças e tentar compreender que mundo novo é esse. Vamos avaliar quais são as verdadeiras oportunidades que estão surgindo neste horizonte difuso e pertubador. Vamos juntos, todos nós dorenses, construir uma nova realidade econômica em nosso município, com competitividade, produtividade, eficiência e eficácia. Na nova ordem econômica mundial não existe mais espaço para amadores e negligências. As oportunidades estão aí, e cabe a nós decidir qual é o futuro que queremos para a nossa cidade.

Julio Cesar de Oliveira Marques

Economista / Empresário

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

OPINÃO ECONÔMICA 02/02/2011

OPINIÃO ECONÔMICA

O Caminho Para o Crescimento Econômico em D. Indaiá


Acredito que estimular as pequenas indústrias locais e criar um ambiente favorável à instalação de novos negócios, são premissas fundamentais em qualquer processo de reaquecimento da atividade produtiva em municípios de pequeno porte e com economias pouco dinâmicas, como em Dores do Indaiá. Neste sentido, devemos desenvolver projetos que resultem em benefícios econômicos concretos para a comunidade. É com esse objetivo que devemos trabalhar.
Para promovermos um movimento expansionista e duradouro da atividade econômica local, e um “círculo virtuoso” de crescimento permanente e sustentável, é necessário desenvolver novos programas e dar continuidade nos projetos implementados, pois a consolidação de qualquer processo de crescimento passa necessariamente pela seqüência nos trabalhos, dado que os resultados mais relevantes são mensurados somente no longo prazo.
Sempre acreditei que a força motriz do desenvolvimento é o empreendedorismo. E este, é um país de empreendedores. Com certeza o empresário é o principal agente e elemento fundamental para a promoção do desenvolvimento econômico em Dores do Indaiá. Em função disto, devemos criar incentivos para, não só atrair pequenas e médias indústrias de outras localidades, como também fomentar a implantação de pequenas plantas industriais no município, apoiando e incentivando os jovens empreendedores da nossa comunidade.
Devemos adotar uma postura ativa de prospecção e incentivos para a instalação de novas plantas industriais, sobretudo de setores intensivos em mão de obra. O impacto positivo que a instalação dessas empresas pode causar é extraordinário. Além dos postos de trabalho direto, o “efeito multiplicador” desses investimentos vai gerar inúmeros empregos indiretos. Ademais as projeções de incremento do PIB e da renda per-capita serão consistentes e incontestáveis, revelando uma retomada do crescimento econômico no município.
Além de incentivar a instalação de novas indústrias, devemos também atuar em várias frentes, sendo que duas delas são fundamentais: capacitação e comercialização. Devemos promover cursos de capacitação profissional e empresarial, além de oferecer assessoria gerencial para as empresas dorenses. Por outro lado, devemos levar os produtos “Made in Dores” para serem expostos e comercializados nas grandes feiras de negócios do país. Instituições e micro-crédito, incubadora de empresas e a profissionalização do artesanato também são projetos a ser contemplados, dado que a atividade artesanal pode se tornar um grande negócio no município.
Outra prioridade é desenvolver projetos voltados para a Agroindústria,, dado que o Agronegócio é o setor mais dinâmico da economia dorense, responsável por 65% do PIB local. Outra atividade sobre a qual deve-se debruçar, e que internaliza recursos financeiros no município, além de ser uma fonte geradora de empregos e renda, é o turismo de eventos. Devemos elaborar um programa de incentivo e parcerias, e criar um calendário oficial de eventos para atrair visitantes e turistas.
Sendo assim, através de projetos simples e baratos, acredito que podemos estimular de forma definitiva a atividade econômica local e promovermos um ciclo de desenvolvimento duradouro e permanente.

Julio César Marques
Economista / Empresário

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

OPINIÃO ECONÔMICA - 17/01/2011


OPINIÃO ECONÔMICA

Inadimplência Expõe as Fragilidades Econômicas de Dores do Indaiá

A perda do poder de compra da população dorense nos últimos anos revela sua face mais cruel nos altos níveis de inadimplência nas instituições financeiras e no comércio varejista local. Em função do aumento do custo de vida e da retração na renda da população, induzida pelo arrefecimento na atividade econômica na cidade, o varejo, setor que mais gera empregos no município (47% do total), vem sendo o mais penalizado. Não por uma crise momentânea, passageira, mas sim por uma crise sistêmica, que contamina toda economia municipal via “efeito multiplicador” do desaquecimento econômico.

A ação conjunta desses elementos (aumento no custo de vida + retração da renda + desaquecimento da atividade econômica) mergulhou Dores do Indaiá na maior estagnação econômica dos últimos tempos, elevando a taxa de inadimplência a níveis jamais observados anteriormente. No entanto, o que mais preocupa é o fato de atualmente o município não dispor de uma base de dados para mensurar com precisão a magnitude desse forte movimento de desaceleração econômica. Ou seja, não temos números que indiquem a profundidade da crise.

Dada a escassez de indicadores macroeconômicos, os “termômetros” mais eficientes que temos em mãos para dimensionar os movimentos de expansão e contração da atividade econômica, ou seja, mensurar o ciclo dos negócios no município são: a Taxa de Inadimplência e o Produto Interno Bruto (PIB). Analisando a aceleração do nível de inadimplência e a forte contração do PIB nos últimos anos, a conclusão que podemos chegar é uma só: Tecnicamente, a cidade “quebrou”. A síntese matemática, fria e exata, é a prova técnica que corrobora o atual estágio de “default” que se configurou na economia dorense. No entanto, creio que o mais importante é a cooperação de todos (cidadãos, empresários, lideranças, autoridades etc) no sentido de buscar alternativas que promovam um novo surto de crescimento econômico no município, e consequentemente façam retroceder os níveis de insolvência, falências e inadimplência.

A recessão se manifesta e se materializa no dia a dia das empresas, dos negócios e dos cidadãos. O que o povo dorense está vivendo neste momento não é uma crise qualquer ou uma conjuntura desfavorável que logo vai passar. Trata-se de uma desaceleração econômica generalizada, um “círculo vicioso” de desaquecimento, estagnação e recessão. O resultado desse processo recessivo é que aproximadamente 40% dos negócios se tornaram “virtuais”. Ou seja, não existe dinheiro suficiente para cobrir todas as despesas e gastos das empresas e da população. 40% das transações econômicas são efetivadas sem lastro financeiro (não há renda suficiente para honrar os negócios fechados e os compromissos assumidos), ou melhor, de todo o dinheiro que circula no município, 40% simplesmente não existe.

Para empresas e famílias é insustentável operar neste ambiente de negócios a médio e longo prazo. O “efeito dominó” da inadimplência corrói o poder de reação dos agentes econômicos, comprometendo a renda per-capita da população e retrocedendo os níveis de produção e consumo. Diante disso, as empresas e famílias não conseguem romper o “círculo vicioso” da descapitalização crônica, insuficiência de liquidez, inadimplência e incapacidade de poupança. A configuração deste cenário fez com que os agentes econômicos perdesse dinamismo, não tendo mais forças para cumprir seu principal papel, que é o de promover novos surtos de expansão econômica.

A absoluta omissão do governo municipal, através da falta de políticas, programas e projetos voltados para o desenvolvimento econômico trouxe conseqüências danosas a nossa economia, com empresários e cidadãos tendo que pagar um ônus elevado por essa negligência. Nosso município não tem política econômica, e atualmente não dispõe de dados estatísticos sobre a economia local. Não contamos com um programa de governo voltado para a promoção da atividade econômica. Em resumo, nossa economia é um “barco à deriva”, sem leme, sem capitão, sem direção e sem planejamento.

Falta visão sistêmica, criatividade, imaginação e inovação. Enfim, falta massa crítica, inteligência. Ademais, não seria saudável criar “paliativos” agora, às pressas, sem planificação e com objetivos certamente eleitoreiros, pois não é de politicagem que estamos precisando. Precisamos sim, de cérebros, conhecimento, aprendizagem, informação e qualidade suficiente para fomentar(estimular) o crescimento econômico sustentado de Dores do Indaiá. A insustentabilidade da atual conjuntura está exigindo ações concretas no sentido de reverter este quadro de recessão e inadimplência, e estamos a espera de verdadeiros “tomadores de decisões” para esta empreitada, ou seja, a de colocar a economia dorense na trilha do crescimento.

Julio César Marques

Economista / Empresário

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

OPINIÃO ECONÔMICA
A Inadiável Retomada do Crescimento Econômico em Dores do Indaiá

O reaquecimento da atividade econômica em Dores do Indaiá impõe-se, hoje, como objetivo prioritário de política pública municipal. Não é necessário argumentar porque esse objetivo é crucial. Saltam à vista os efeitos perversos do processo recessivo que se configurou na economia dorense nos últimos anos. A desaceleração significou acúmulo de estoques, redução de escalas de produção e vendas, cortes nos orçamentos, desestímulo às decisões de investimento e, consequentemente, a expansão estratosférica da taxa de desemprego. O resultado desse arrefecimento é conhecido; estabeleceu-se um “círculo vicioso” na economia local de difícil reversão.
A expansão do desemprego, efeito pior da crise recessiva, transformou-se em causa de maior recessão. Pôs-se em marcha um “efeito multiplicador” negativo, que redundou na diminuição da renda agregada, na redução de gastos com consumo e investimentos e, na redução da arrecadação tributária.
Quando as palavras “corte” e “redução” se transformam em expressões de uso corrente, praticadas ao mesmo tempo por todas as empresas, como medidas para sobreviver à crise, o efeito macroeconômico paradoxal, que atingiu a todos, resultou em mais crises e dificuldades. O estancamento desse círculo vicioso é imperativo. Por motivos não apenas econômicos, mas também sociais e político-institucionais, é necessário e urgente revertê-lo. E isto é possível, sem que se destruam ainda mais a nossa castigada classe empreendedora. Isso porque, com a omissão do poder público municipal, o que evitou um aprofundamento ainda maior desse ciclo econômico recessivo em Dores do Indaiá foi a coragem e a capacidade de sobrevivência das empresas locais diante do ambiente adverso materializado na economia dorense nos últimos anos.
No entanto, minha percepção indica que podemos entrar em uma nova fase a partir de 2012, em que o poder público municipal passa a ter um comportamento pró-ativo em relação ao crescimento econômico e se torna um agente fundamental para que o processo de retomada possa se solidificar. Creio que o momento é propício para o próximo governo municipal ousar. E ousadia a partir de agora significa: 1)- Criar mecanismos e instrumentos de estímulos às atividades econômicas internas; 2)- Buscar novos mercados para os produtos “Made in Dores”, injetando liquidez na economia local; 3)- Usar a capacidade empreendedora do nosso provo como alavanca de crescimento econômico.
A retomada do crescimento e a reversão das expectativas poderão trazer novos capitais externos ao município. E serão capitais com interesses produtivos e estratégicos. Por esse conjunto de razões, é hora de ousar. Competência técnica, capital político interno e credibilidade contam-se entre os atributos positivos do futuro governo municipal. E são atributos fundamentais para uma “virada de jogo” mais ousada e, seguramente, mais sintonizada com os anseios de um município que deseja o crescimento econômico e a prosperidade social. Reativar a economia local com determinação é preciso. É necessário. E é possível.

Julio Cesar Marques
Economista / Empresário