terça-feira, 29 de março de 2011

OPINIÃO ECONOMICA 29 MARÇO 2011


OPINIÃO ECONÔMICA

SÓ AS GRANDES MUDANÇAS ME INTERESSAM

Durante quatro anos fui Secretário Municipal da Indústria, Comércio e Desenvolvimento em Dores do Indaiá. Ao lado de uma valorosa equipe de trabalho na Secretaria, implementei diversos projetos que beneficiaram e estimularam a atividade econômica no município. Entre eles: *Instalação de 6 INDÚSTRIAS na cidade (que estão em pleno funcionamento gerando centenas de postos de trabalho ao povo dorense); *Instalação da agência do BANCO DO POVO (instituição de micro-crédito que beneficiou dezenas de pequenos empresários e artesãos); *Criação de uma COOPERATIVA DE TRABALHO no setor de confecções (gerando trabalho e renda para dezenas de costureiras); *Criação do EMPREENDEDORES (comercializava e divulgava os produtos fabricados em Dores do Indaiá nas grandes feiras empresariais e de negócios em BH); *Estruturação da agência do SEBRAE (que estimulou o empreendedorismo e capacitou dezenas de empresários e trabalhadores): *Criação da PATRULHA MECANIZADA (que incentivou a produção agrícola, beneficiando centenas de pequenos produtores rurais, com máquinas e implementos); *Criação de um Escritório de CONSULTORIA (que prestava assessoria e consultoria administrativa / gerencial para os empresários locais); *Criação da LOJA DO ARTESÃO (que comercializava a produção artesanal local); *Criação do projeto ASSOCIATIVISMO RURAL (que estimulou a criação de associações nas comunidades rurais); *Parceria com o MÃOS DE MINAS (que desenvolveu e capacitou a atividade artesanal); *Parceria com o SENAI (que qualificou e capacitou dezenas de trabalhadores); *Criação do MOTO-FEST (que atraia milhares de turistas e internalizava recursos financeiros); *Criação do projeto TURISMO DE EVENTOS (que promoveu o turismo através de um calendário oficial anual de eventos).

Nesse momento de profunda recessão econômica no município, é fundamental que todos esses projetos, inexplicavelmente abandonados, sejam retomados. É de extrema relevância levantar a questão da importância da atividade econômica no processo de desenvolvimento social duradouro e permanente. Sem crescimento econômico não existe bem estar social sustentável no longo prazo. Portanto, a prioridade em Dores do Indaiá é sim o CRESCIMENTO ECONÔMICO.

Temos que implementar programas e ações voltados para a atividade produtiva, estimular a economia local, desenvolver projetos diferenciados e inovadores. Ao lado das novas gerações, das novas idéias, da criatividade, da imaginação e do trabalho árduo, acredito absolutamente que podemos reverter esse cenário econômico recessivo e iniciar um novo ciclo sustentável de expansão econômica.

Chegou a hora de romper com a “ordem estabelecida”, abrir espaço para os jovens talentos, pessoas diferenciadas, visionárias, e assim, promover profundas transformações econômicas, sociais e culturais em Dores do Indaiá. O atual modelo de gestão pública municipal, nefasto, corrompido e vicioso, se esgotou. É necessário estabelecer um novo paradigma, romper com o sistema e iniciar uma “nova era”, abrindo as portas para que a juventude e as novas gerações desenvolvam suas potencialidades e competências.

Renovação?? É pouco pra nós. Não passa de um “clichê” gasto, repetidamente usado pelas “caras novas de idéias velhas”. Queremos sim, algo grandioso, inovador, diferenciado. Ou seja, queremos a “Transformação Absoluta”. Chegou a hora da inovação, da criatividade, da imaginação, da competência. Enfim, chegou o momento da “Revolução”.

JULIO CESAR MARQUES

Economista / Empresário

sexta-feira, 18 de março de 2011

OPINIÃO ECONÔMICA 18/03/2011




OPINIÃO ECONÔMICA

A Questão do Desenvolvimento Econômico em Dores do Indaiá

Durante os últimos anos, Dores do Indaiá abandonou a prática do planejamento de médio e longo prazo e se jogou numa seqüência de políticas de curto prazo, que resultaram numa dinâmica perversa para o nosso processo de desenvolvimento econômico e social. No momento, estamos profundamente preocupados em resgatar o planejamento econômico de longo prazo no município. Uma comunidade que convive com graves problemas de curto prazo em sua economia (retração do PIB real, queda na renda per-capita, expansão da taxa de desemprego e da inadimplência, entre outros), tende a considerar as atividades de planejamento de médio e longo prazo como supérfulas e residuais. No entanto, Dores do Indaiá necessita detectar suas tendências para o futuro e formular as bases de um novo padrão de desenvolvimento.
Neste sentido, é de esperar que, no cerne da condução da política pública municipal, necessária para se estabelecer um novo padrão de desenvolvimento da cidade nos próximos anos, resurja um interesse ampliado pelo tema que diz respeito à “Economia Micro-Regional”. Acredito que o interesse pela questão regional em Dores do Indaiá deva ser mais difundido, no sentido de promover o pleno desenvolvimento sócio-econômico.
Cabe ao Governo Municipal iniciar um processo de planejamento, gerando novas alternativas à atual “ordem vigente”, identificando problemas e fatores estratégicos, e promovendo a integração micro-regional com as cidades vizinhas; para atingir um conjunto de objetivos econômicos sustentáveis e duradouros.
A concentração da atividade econômica em determinadas cidades na nossa região se tornou uma preocupação crescente, dado que revela os diferentes níveis de desenvolvimento econômico entre os municípios. Nossa região é um exemplo de desigualdade, onde as diferenças econômicas e sociais entre as cidades são bem amplas, seja em termos absolutos, seja em termos relativos. Este fenômeno estrutural da concentração do desenvolvimento e da aglomeração das atividades produtivas em alguns poucos municípios, assume papel de grande relevância na compreensão das disparidades econômicas entre as cidades da nossa região.
A realidade é que a distribuição dos benefícios do desenvolvimento econômico entre os diferentes municípios não tem sido eqüitativa, mantendo um significativo distanciamento no nível de desenvolvimento entre as cidades “dominantes” e “periféricas”. Essa evolução desfavorável a inúmeros municípios (entre os quais, a nossa Dores do Indaiá) resultou, atualmente, em um dos grandes desafios para a nossa cidade, tanto do ponto de vista da equidade e justiça social, como das possibilidades de desenvolvimento econômico a longo prazo.
Precisamos com urgência elaborar e implementar uma política econômica municipal, com um “viés” de integração micro-regional. Nossa cidade não pode ficar à margem do desenvolvimento. Não podemos ser excluídos do processo desenvolvimentista, pois a população dorense também almeja avançar, evoluir e crescer economicamente.

Julio César Marques
Economista / Empresário