
OPINIÃO ECONÔMICA
A Questão do Desenvolvimento Econômico em Dores do Indaiá
Durante os últimos anos, Dores do Indaiá abandonou a prática do planejamento de médio e longo prazo e se jogou numa seqüência de políticas de curto prazo, que resultaram numa dinâmica perversa para o nosso processo de desenvolvimento econômico e social. No momento, estamos profundamente preocupados em resgatar o planejamento econômico de longo prazo no município. Uma comunidade que convive com graves problemas de curto prazo em sua economia (retração do PIB real, queda na renda per-capita, expansão da taxa de desemprego e da inadimplência, entre outros), tende a considerar as atividades de planejamento de médio e longo prazo como supérfulas e residuais. No entanto, Dores do Indaiá necessita detectar suas tendências para o futuro e formular as bases de um novo padrão de desenvolvimento.
Neste sentido, é de esperar que, no cerne da condução da política pública municipal, necessária para se estabelecer um novo padrão de desenvolvimento da cidade nos próximos anos, resurja um interesse ampliado pelo tema que diz respeito à “Economia Micro-Regional”. Acredito que o interesse pela questão regional em Dores do Indaiá deva ser mais difundido, no sentido de promover o pleno desenvolvimento sócio-econômico.
Cabe ao Governo Municipal iniciar um processo de planejamento, gerando novas alternativas à atual “ordem vigente”, identificando problemas e fatores estratégicos, e promovendo a integração micro-regional com as cidades vizinhas; para atingir um conjunto de objetivos econômicos sustentáveis e duradouros.
A concentração da atividade econômica em determinadas cidades na nossa região se tornou uma preocupação crescente, dado que revela os diferentes níveis de desenvolvimento econômico entre os municípios. Nossa região é um exemplo de desigualdade, onde as diferenças econômicas e sociais entre as cidades são bem amplas, seja em termos absolutos, seja em termos relativos. Este fenômeno estrutural da concentração do desenvolvimento e da aglomeração das atividades produtivas em alguns poucos municípios, assume papel de grande relevância na compreensão das disparidades econômicas entre as cidades da nossa região.
A realidade é que a distribuição dos benefícios do desenvolvimento econômico entre os diferentes municípios não tem sido eqüitativa, mantendo um significativo distanciamento no nível de desenvolvimento entre as cidades “dominantes” e “periféricas”. Essa evolução desfavorável a inúmeros municípios (entre os quais, a nossa Dores do Indaiá) resultou, atualmente, em um dos grandes desafios para a nossa cidade, tanto do ponto de vista da equidade e justiça social, como das possibilidades de desenvolvimento econômico a longo prazo.
Precisamos com urgência elaborar e implementar uma política econômica municipal, com um “viés” de integração micro-regional. Nossa cidade não pode ficar à margem do desenvolvimento. Não podemos ser excluídos do processo desenvolvimentista, pois a população dorense também almeja avançar, evoluir e crescer economicamente.
Julio César Marques
Economista / Empresário
A Questão do Desenvolvimento Econômico em Dores do Indaiá
Durante os últimos anos, Dores do Indaiá abandonou a prática do planejamento de médio e longo prazo e se jogou numa seqüência de políticas de curto prazo, que resultaram numa dinâmica perversa para o nosso processo de desenvolvimento econômico e social. No momento, estamos profundamente preocupados em resgatar o planejamento econômico de longo prazo no município. Uma comunidade que convive com graves problemas de curto prazo em sua economia (retração do PIB real, queda na renda per-capita, expansão da taxa de desemprego e da inadimplência, entre outros), tende a considerar as atividades de planejamento de médio e longo prazo como supérfulas e residuais. No entanto, Dores do Indaiá necessita detectar suas tendências para o futuro e formular as bases de um novo padrão de desenvolvimento.
Neste sentido, é de esperar que, no cerne da condução da política pública municipal, necessária para se estabelecer um novo padrão de desenvolvimento da cidade nos próximos anos, resurja um interesse ampliado pelo tema que diz respeito à “Economia Micro-Regional”. Acredito que o interesse pela questão regional em Dores do Indaiá deva ser mais difundido, no sentido de promover o pleno desenvolvimento sócio-econômico.
Cabe ao Governo Municipal iniciar um processo de planejamento, gerando novas alternativas à atual “ordem vigente”, identificando problemas e fatores estratégicos, e promovendo a integração micro-regional com as cidades vizinhas; para atingir um conjunto de objetivos econômicos sustentáveis e duradouros.
A concentração da atividade econômica em determinadas cidades na nossa região se tornou uma preocupação crescente, dado que revela os diferentes níveis de desenvolvimento econômico entre os municípios. Nossa região é um exemplo de desigualdade, onde as diferenças econômicas e sociais entre as cidades são bem amplas, seja em termos absolutos, seja em termos relativos. Este fenômeno estrutural da concentração do desenvolvimento e da aglomeração das atividades produtivas em alguns poucos municípios, assume papel de grande relevância na compreensão das disparidades econômicas entre as cidades da nossa região.
A realidade é que a distribuição dos benefícios do desenvolvimento econômico entre os diferentes municípios não tem sido eqüitativa, mantendo um significativo distanciamento no nível de desenvolvimento entre as cidades “dominantes” e “periféricas”. Essa evolução desfavorável a inúmeros municípios (entre os quais, a nossa Dores do Indaiá) resultou, atualmente, em um dos grandes desafios para a nossa cidade, tanto do ponto de vista da equidade e justiça social, como das possibilidades de desenvolvimento econômico a longo prazo.
Precisamos com urgência elaborar e implementar uma política econômica municipal, com um “viés” de integração micro-regional. Nossa cidade não pode ficar à margem do desenvolvimento. Não podemos ser excluídos do processo desenvolvimentista, pois a população dorense também almeja avançar, evoluir e crescer economicamente.
Julio César Marques
Economista / Empresário
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